Sejamos tebas

Uma cena inspiradora

No movimentado cotidiano do Triângulo Histórico de São Paulo, bem ali na encruzilhada entre as atuais ruas Direita, Quintino Bocaiúva e Alvares Penteado, onde funcionava o Chafariz da Misericórdia, construído ao longo de dois anos e inaugurado em 1793, sob a autoria de Joaquim Pinto de Oliveira, circulava no falar do povo uma palavra de origem ao mesmo tempo quimbundo e tupi: “tebas”, isto é, bamba, porreta. “Joaquim”, diziam, “é um tebas!”

Em setembro de 2020, a partir do processo de reconhecimento do legado de Tebas e da mobilização pelo Memorial dos Aflitos, no bairro paulistano da Liberdade, criamos o Instituto, não apenas para ser um observador crítico das políticas de patrimônio e memória, mas também para desenvolver e executar uma educação patrimonial desmobilizadora da colonialidade e do racismo.
Desenho de José Wasth Rodrigues (1891-1957)

O que temos feito

Quem somos

Abilio Ferreira
Rita Teles
O escritor Abilio Ferreira e a produtora cultural Rita Teles coordenam a área de Relações Institucionais da entidade. Ele é organizador e coautor do livro Tebas: um negro arquiteto na São Paulo escravocrata (Idea, 2018). Ela é sócia-fundadora da Núcleo Coletivo das Artes, empresa responsável por todo o processo de concepção e implantação do Monumento a Joaquim Pinto de Oliveira Tebas instalado pela Prefeitura de São Paulo na Praça Clovis Bevilaqua em 2020.
Alex Kishimoto

Outra área estratégica de atuação do Instituto é a de Documentação Audiovisual e Fotográfica, a cargo do antropólogo e documentarista  Alexandre Kishimoto, autor da pesquisa Cinema Japonês na Liberdade (Estação Liberdade, 2013).

Sarah Silva

Para fazer a Gestão de toda essa rede articulada de atividades, o Instituto conta com a experiência da arquiteta e urbanista Sarah Silva, habituada a administrar grandes e complexos escritórios de arquitetura.

A área de Comunicação do Instituto é coordenada pela jornalista, comunicadora de rádio/TV e escritora Claudia Alexandre, ganhadora do Prêmio Jabuti Acadêmico 2024, na categoria Ciências da Religião e Teologia, com a obra Exu-Mulher e o matriarcado nagô (Editora Aruanda).